Resumo Semanal

Resumo Semanal | 28/04/2023

Que tal, antes de partir para mais um feriado prolongado, estimular o pensamento crítico ao participar de uma discussão altamente relevante? No Resumo Semanal desta semana, incentivamos a nossa comunidade a debater sobre os vários pontos de vista que caem sobre o assunto mais polêmico da semana: o banimento do Telegram em terras brasileiras. Até onde vai a privacidade e quando ele esbarra na aplicação da lei?

Vale ressaltar que, caso prefira, você pode acompanhar o Resumo Semanal no formato de podcast, disponível no Spotify, no Apple Podcasts e no Amazon Music.

Destaques da semana

.Não deixe de ler também os estudos que apontam o crescimento do mercado de soluções de cibersegurança para carros inteligentes; nosso papo com Cristiane Kely Feliciano, tech recruiter do Banco ABC, sobre o atual momento de vagas no setor de segurança digital e este artigo que debate sobre a importância das auditorias constantes para garantir um ambiente computacional seguro.

Também publicamos nosso primeiro artigo com base em levantamentos estatísticos dos próprios membros do Movimento CyberTech Brasil, discutindo se a automação é ou não a solução para o déficit de mão-de-obra especializada. Por fim, Bruno Oka, consultor de segurança cibernética da Scheneider Electric, nos presenteia com um excelente texto sobre a criticidade da proteção de infraestruturas críticas.

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1 Comentário

  • marcellosilvacruz-cisco@yahoo.com.br 01/05/2023

    Não acho que censura, de qualquer tipo solucione um problema que é inerente ao ouvinte. Mesmo que o Telegram não entregue uma mensagem considerada “inconveniente”, sempre poderá haver outras meios/suportes que irão entregar a mensagem. É, basicamente, o que ocorre na indústria de malwares (empresas que lutam contra e entidades que criam os malwares).
    Outro ponto é que não há uma definição (e delimitação) clara do que seja discurso de ódio. Eu posso achar que algo seja discurso de ódio e outra pessoa pode não achar. Qual de nós está certo? Uma crítica pode ser considerada discurso de ódio, dependendo do contexto. Mas críticas formam a base do método científico: se Galileu e Copérnico não pudessem criticar a Teoria Geocêntrica de Ptolomeu, ainda estaríamos entendendo o universo de modo equivocado.
    Além disso, censurar todo um grupo de pessoas que não cometem crime por que as autoridades não conseguem, de outra forma, identificar os suspeitos, mostra a grande incompetência daqueles que deveriam proteger a sociedade. Não estou dizendo que o trabalho é fácil – nem deveria ser, mas que parece faltar criatividade – parece sobrar para os marginais – às nossas polícias, a ponto de prejudicar toda uma população de inocentes para tentar perseguir os malfeitores. Como se essa ação fosse resolver algum problema, conforme já comentado no primeiro parágrafo.
    O fato é que nossas autoridades estão fomentando o aparecimento de um aplicativo de mensagens totalmente descentralizado, como o Bitcoin, em que as polícias não terão como impedir o livre fluxo de mensagens.
    Mas mais importante que isso é a culpabilidade das “vítimas” de mensagens “inconvenientes”. As pessoas precisam ser mais conscientes de sua ignorância e da necessidade de evitar acreditar em tudo que recebem. As pessoas precisam ser mais cidadãs. Precisam cuidar melhor de seus filhos. Precisam se responsabilizar por suas ações e inações. Precisam ser mais críticas, mais céticas, mais incrédulas. Enquanto as pessoas terceirizarem suas responsabilidades, irão sempre sofrer e fazer outras pessoas sofrerem pelos seus erros. Ser adulto significa ser responsável por suas ações e inações.
    Sobre fake news, a humanidade possui pós-doutorado. Mentimos para nós, para nossas famílias, para nossos amigos e para nossos inimigos (quem os tem). Mentimos e não percebemos: Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Deus (não temos como provar que existe ou não), beleza alheia, pessoas trans sendo equivalentes a pessoas cis, e por aí vai. Como sociedade falamos para seguir a ciência, mas “matamos” a ciência quando é uma narrativa que concordamos. O próprio fato de “endeusarmos” a ciência mostra o quanto não entendemos a Ciência; assim como Deus. Em termos simples, a ciência pode estar “correta” hoje e errada amanhã: é assim que a ciência evolui. Tudo que a ciência faz é criar modelos cada vez mais próximos da realidade, não a realidade em si.
    O mais importante é deixar os canais de comunicação livres e sem censura para que possamos evoluir como raça, pois parece que deixamos de estar estagnados para estarmos involuindo. A única forma de não haver censura é defender que as pessoas possam falar o que quiserem, mesmo que não se concorde com o que ela diz. Cada um deve ser maduro o suficiente para lidar com a realidade.
    Por fim, ninguém é obrigado a ter redes sociais e se a pessoa se sente mal porque vive nessas redes, então o problema é ela. Provavelmente precisa de atendimento psicológico/psiquiátrico, pois ela não consegue se livar do mal que a aflige e que somente ela pode fazer algo quanto a isso. Crianças são assim. Será que estamos todos virando crianças?

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